TRATAMENTOS DA INFERTILIDADE MASCULINA

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A infertilidade é constatada pela dificuldade de engravidar após um ano ou mais de tentativas, sendo 30% associados a fatores femininos, 30% a fatores masculinos, outros 30% causados por distúrbios hormonais conjugais e 10% sem motivos aparentes.

As causas da infertilidade podem estar relacionadas a aspectos sociais ou clínicos, sendo identificadas 22 causas a fatores femininos e outras 16 a fatores masculinos.

Entre as causas sociais podemos destacar: a idade avançada, aspectos relacionados ao estilo de vida da pessoa como o tabagismo, o alcoolismo, as contaminações químicos industriais, a obesidade, as drogas, o estresse, o sedentarismo, entre outros.

Já entre os fatores clínicos, responsáveis pela infertilidade masculina, destacam-se entre os principais: azoospermia, ejaculação retrógrada, astenospermia, lesões no escroto, oligospermia, obstruções por má formação, tumores malignos, criptorquidia, anomalias do cariótipo, anomalias endócrinas, varicocele, além de dificuldades na relação sexual.

Tratamentos da Infertilidade Masculina
Os tratamentos para a infertilidade masculina, de um modo geral, dependem do diagnóstico e do resultado apresentado no espermograma. Muitas causas podem ser tratadas com medicamentos ou cirurgias como o caso de infecções, problemas hormonais e varicocele.

Varicocele
A causa mais frequente de infertilidade masculina é a varicocele. É uma dilatação nas veias responsáveis pela drenagem do sangue dos testículos e ataca frequentemente o lado esquerdo. Essa dilatação se deve a uma inversão na direção sanguínea, onde o sangue, que deveria subir em direção às veias, desce e se aloja nos testículos, causando, assim: aumento da temperatura testicular e o acúmulo de substâncias tóxicas, responsável pela diminuição na produção de espermatozoides por parte dos testículos, além de alterar a sua qualidade e capacidade de fertilização do óvulo. Tais mudanças podem ser detectadas por meio do espermograma, que leva em consideração os seguintes parâmetros: a diminuição do número de espermatozoides (oligospermia), ausência de espermatozoides (azoospermia), mobilidade dos espermatozoides, forma dos espermatozoides. Além de detectar a presença de infecções seminais.

A varicocele pode ser diagnosticada por um exame físico e o tratamento requer uma intervenção cirúrgica, que promove uma ligadura das veias dilatadas e interrompe o refluxo de sangue em direção aos testículos.

Outras causas e tratamentos para a infertilidade masculina:
- Infecções: afetam as células testiculares prejudicando de forma significativa a produção de sêmen, alterando, ainda, a mobilidade dos espermatozoides.Este diagnóstico leva em consideração sintomas atuais do paciente, além de antecedente de doença sexualmente transmissível. O tratamento se dá com a administração de antibióticos.

- Alterações hormonais: afetam a produção de espermatozóides ee podem ser provocadas por uso de medicamentos (como anabolizantes) e por algumas doenças que alterem o complexo hormonal. O tratamento é realização pela injeção de hormônios.

- Alterações congênitas: podem responsáveis por problemas de infertilidade, sendo detectadas por meio de exames físicos. O tratamento é específico para cada doença.

- Distúrbios genéticos: que acometem pacientes que não tenham espermatozoide no ejaculado (azoospermia), ou que apresentem uma concentração inferior a cinco milhões por mililitro de sêmen (oligozoospermia severa). É constatado em pelo menos 25% dos casos. O diagnóstico se faz com uma investigação genética e pesquisa de microdeleção no cromossomo Y.

Graças às técnicas de reprodução assistida, o problema da infertilidade masculina tem encontrado tratamento adequado. Procedimentos muito eficientes são os chamados TESA e PESA que se destinam a retirada de espermatozoides diretamente dos testículos e do epidídimo respectivamente, selecionando os de melhor potencial de fertilização. Estes procedimentos são muito utilizados na técnica de fertilização in vitro ICSI.

PESA (Aspiração Percutânea de Espermatozóides do Epidídimo)
Procedimento simples em que os espermatozóides são aspirados do epidídimo, normalmente sem anestesia, pois geralmente o epidídimo encontra-se dilatado, o que facilita o processo.

 A aspiração se dá com uma fina agulha conectada a uma seringa de 1 ml que aspirará uma pequena quantidade de fluído. Após este processo a agulha é retirada e o material recolhido é encaminhado para ser analisado em laboratório.

 

No laboratório este material será colocado em meio de cultura adequado. A seguir, uma pequena quantidade do material será examinada ao microscópio, para que possa ser constatada a presença ou não de espermatozóides móveis, informação que é logo repassada ao médico.

O epidídimo é um local de grande concentração de espermatozóides, sendo possível encontrar em uma quantidade mínima de fluido um número de até 200 milhões de espermatozóides. Por isso, se faz importante uma análise cuidadosa do material, mesmo quando este apresente uma quantidade muita pequena de fluido, contendo um número suficiente de espermatozóides para ser utilizado na técnica de fertilização in vitro ICSI.

Caso haja material excedente decorrentes da aspiração, o mesmo poderá se conservado por meio de congelamento, para que possa ser utilizado em futuras sessões de fertilização ICSI.

Se, após a análise do material, não seja constatada a presença de espermatozóides é necessário que o procedimento seja refeito, no mesmo local, ou no lado contralateral antes de optar por outro procedimento. O paciente pode voltar as suas atividades em poucas horas.

Indicações para o PESA:
- Vasectomia ou falha na tentativa de reversão da vasectmoia.

- Cisto-prostatectomia radical

- Obstrução dos ductos ejaculadores ou do diferente distal inoperáveis.

- Agenesia Congênita dos vasos diferentes.

- Obstruções de etiologia pós-inflamatório (Tbc, clamídia, gonococo, etc).

Existem duas técnicas para extrair espermatozóides do testículo:
- TESA (Aspiração Percutânea de Espermatozóides do Testículo): técnica em que os espermatozóides são aspirados diretamente dos testículos. Na aspiração, após a analgesia, é introduzida uma agulha especial acoplada a uma seringa, responsável pela aspiração de uma pequena quantidade de fluído. O material é recolhido e enviado para análise em laboratório em meio de cultura adequado. A seguir, uma pequena quantidade do material será examinada ao microscópio, para que possa ser constatada a presença ou não de espermatozóides móveis, informação que é logo repassada ao médico.

- TESE (Extração de espermatozóides dos testículos): os espermatozóides são obtidos por meio de uma biopsia aberta, em que se faz necessária um pequeno corte de 1 cm na pele do escroto. Uma amostra do tecido é retirada e depositado em meio de cultura apropriado para que possa ser enviado para análise em laboratório.

TESA e TESE são os únicos exames em que é possível constatar a presença ou não de espermatozóides em pacientes portadores de azoospermia não-obstrutiva.

As indicações para a TESA e TESE são:
- Azoospermia não-obstrutiva;

- Ausência total de espermatozóides móveis no ejaculado;

- Ausência de ejaculação devido à lesão da medula espinhal;

- Azoospermia obstrutiva (falha da MESA ou da PESA);

- Ausência de espermatozóides viáveis no ejaculado;

Tratamentos complementares

A Pronatus oferece ainda técnicas de preservação da fertilidade, como: criopreservação de óvulos e do tecido ovariano, e criopreservação seminal.

Além de procedimentos complementares, como: diagnóstico genético pré-implantacional, doação de óvulos e útero de substituição.

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